15

jun

2018

Primeira Semana Municipal do Meio Ambiente mobiliza comunidade de Cotriguaçu de 5 a 8 de junho

Por forest
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Crianças se reúnem no viveiro municipal de Cotriguaçu para aprender sobre o cuidado com o meio ambiente (Foto: Felipe Alan/Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Cotriguaçu)

 

O evento, instituído no calendário oficial da cidade pela lei nº 970/2017, estimulou a união da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente e das organizações que promovem a educação ambiental na região, como a ONF Brasil, o Instituto Centro de Vida (ICV), o Pacto das Águas e os técnicos da Secretária de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT). O tema principal escolhido para o evento foi a prevenção das queimadas, pois, no ano passado, Mato Grosso bateu recorde de focos de incêndios.

O objetivo da semana, que compreendeu o Dia Mundial do Meio Ambiente (05 de junho), é envolver a comunidade na conservação do patrimônio natural de Cotriguaçu e uma das ações previstas é a entrega do Diploma do Mérito de Proteção à Natureza, concedido pelo Prefeito a pessoas que prestaram serviços relevantes para o meio ambiente.

A homenagem deste ano foi ao Seu Pedro, responsável por restaurar espontaneamente a beira do córrego que passa em frente da sua casa. O senhor cuida da regeneração de árvores nativas e planta o açaí como forma de conservar o meio ambiente local, quase no seu quintal. A entrega do diploma aconteceu na praça central de Cotriguaçu, durante a cerimônia de encerramento.

A programação da semana também contou com uma visita à Fazenda São Nicolau. Na quinta-feira (07/06), os alunos da Escola Estadual Sidney César. F., localizada no assentamento PA Juruena, passaram o dia na propriedade para uma vivência agroflorestal, conduzida pelo engenheiro florestal Saulo Magnani Thomas.

Ao total, participaram 4 professores e 40 estudantes das turmas do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio. A partir da sugestão da diretora de discutir a importância da água, o grupo passou a manhã visitando dois exemplos de Áreas de Preservação Permanente (APPs). A primeira APP degradada à beira de um córrego está em recuperação com o plantio recente de várias espécies pioneiras já se desenvolvendo. Nesse momento, os estudantes lembraram-se dos cursos de água dentro das propriedades onde vivem, no PA Juruena (44 córregos e 18 nascentes). A segunda APP protege o Rio Juruena e possui vegetação nativa da Floresta Amazônica preservada, característica das matas ciliares.

Da primeira APP para a segunda, as turmas pegaram um ônibus e fizeram uma trilha de 3 km. No caminho às margens do Rio Juruena, um grupo de estudantes seguiu acompanhado pela educadora ambiental e presidenta da Associação de Coletores de Castanha-do-Brasil do PA Juruena (ACCPAJ), Veridiana Vieira, com apoio dos professores. Foi a oportunidade para observar com atenção a fauna e a flora do local e conhecerem mais sobre o extrativismo da castanha.

O segundo grupo de estudantes passou pela trilha na companhia do Saulo e de colaboradores da São Nicolau, como o Seu Antônio e o Gilberto Araújo, coordenador de campo, que explicaram suas atividades do dia a dia para a restauração das APPs.

 

Estudantes da escola Sidney César conhecem a APP do Rio Juruena (Foto: Eliane/Sidney Cesar)

Estudantes da escola Sidney César conhecem a APP do Rio Juruena (Foto: Eliane/Sidney Cesar)

 

Pela tarde, os locais visitados foram escolhidos com o propósito de incentivar a utilização na área verde da escola e também de mostrar práticas sustentáveis para a geração de renda e alimentos. Os alunos visitaram, então, as estruturas para o tratamento biológico da água da cozinha e para a compostagem dos resíduos orgânicos, além da roça agroflorestal. Atualmente a roça produz alimentos para a fazenda, como bananas, laranja, milho, melancia, hortaliças e legumes. Os plantios do Projeto Poço de Carbono Florestal (PPCFPO) e o sombreamento do cultivo de café agroflorestal também foram alvo do interesse dos alunos e das explicações do Seu Antônio, colaborador da Fazenda.

A Semana Municipal do Meio Ambiente organizou essas e outras atividades simultâneas em todo o município, como vivências no viveiro municipal, palestras nas escolas, plantios em APPs urbana, apresentações culturais e de poesias e feira de produtos da sociobiodiversidade. Os recursos arrecadados com a venda de pastéis na feira da sociobiodiversidade foram doados para a associação Pestalozzi do município, entidade que apoia pessoas com deficiências e que estimulou a participação do grupo em atividades sensoriais no viveiro de Cotriguaçu.

Todos os envolvidos ficaram muito felizes com a grande mobilização e participação no surpreendente número de atividades propostas. Os próximos passos dos parceiros estão previstos para o período chuvoso, com atividades concretas de plantio em áreas públicas e nas escolas. Para o conselho, fica a tarefa de elaborar uma proposta para encaminhar à Câmara Municipal de Vereadores, de forma a destinar recursos para os eventos seguintes.

 

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