A fauna e a flora da fazenda São Nicolau

O objetivo do projeto não é somente manter a biodiversidade das áreas de mata, mas também reflorestar as antigas pastagens. Para isso, a seleção da maioria de espécies nativas foi uma prioridade desde o inicio dos plantios. Mais de 50 espécies amazônicas foram testadas, e dessas uma dezena, identificada como interessante pela sua capacidade de crescimento em áreas degradadas, funcionam como pioneiras na restauração da biodiversidade.

bio0

 

A área de floresta nativa da fazenda, com superfície de 7.000 hectares, foi objeto de um inventário florestal detalhado entre 2005 e 2006 pela faculdade de Ciências Florestais da Universidade Federal do Mato Grosso. O inventário revelou a presença de mais de 135 espécies de árvores de 43 famílias, e de um grande número de epífitas, lianas e produtos não madeireiros de grande importância, como a castanha, açaí e babaçu.
A biodiversidade da fauna também é significante: 346 espécies de aves, 45 espécies de anfíbios, 44 espécies de serpentes, 41 espécies de pequenos e grandes mamíferos, incluindo 12 espécies em vias de extinção que foram identificados durante os diferentes inventários que tiveram lugar na fazenda. Parte dessas listas, elaboradas com o apoio da UFMT e da ONF-Guiana, mereceu destaque em publicações especializadas, como também parte dos trabalhos sobre a entomofauna (insetos) que também tiveram lugar na fazenda. E os levantamentos continuam sendo realizados.

bio1

Importância das pesquisas sobre a biodiversidade

Os programas de monitoramento da biodiversidade são extremamente importantes no âmbito do projeto. Eles possibilitam avaliar as riquezas biológicas, da flora e da fauna da Fazenda São Nicolau, inserida no ecossistema amazônico, e em particular de sua área de floresta natural.
Devido à escassez desse tipo de trabalhos no Brasil, principalmente na região noroeste de Mato Grosso, os resultados desses estudos permitem gerar conhecimentos importantes sobre a riqueza biológica da região.

 

bio2

Eles também fornecem dados concretos para o monitoramento da biodiversidade nos reflorestamentos. O objetivo é verificar o impacto do projeto na recuperação do ecossistema natural.
Parte-se da hipótese que o plantio de espécies nativas e exóticas em antigos pastos deve permitir o retorno progressivo da fauna e da flora nativas das regiões assim “reconstituídas”. Os programas de monitoramento da biodiversidade permitirão a verificação desse postulado, fundamental para o futuro dos reflorestamentos e análise de sua viabilidade do ponto de vista ambiental. Essa hipótese, contudo, só pode ser estudada a longo prazo, o que se torna possível graças à duração do projeto Poço de Carbono.

 

bio3

Assim, depois das listagens detalhadas da macrofauna e da entomofauna presente na fazenda São Nicolau, o projeto tem entrado numa fase de comparação da biodiversidade entre os seus diferentes ecossistemas: floresta nativa, pastagens testemunhos, capoeira, área de reflorestamento. Um exemplo pode ser o projeto de monitoramento da onça pintada e de outros grandes mamíferos, graças a uma rede de armadilhas fotográficas. Essas foram instaladas em vários pontos da fazenda em cooperação com o projeto Jaguar Juruena, da ONG de conservação Reserva Brasil.

Preservar a biodiversidade

Para otimizar a proteção da biodiversidade, o projeto colabora ativamente com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso em prol da criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural de 1.800 hectares na fazenda. Essa Reserva, localizada na margem oeste do Rio Juruena, se integrará à rede de corredores biológicos norte-sul estabelecido pelo PNUD através do seu “Projeto de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade das Florestas de Fronteira do Noroeste do Mato Grosso”.

bio4

 

Envie-nos uma mensagem

ENVIAR

ONF Brasil

(65) 3644 7787

contato@onfbrasil.com.br

Fazenda São Nicolau, Cotriguaçu - MT