No Brasil a ONF foi dirigida entre 2005 e 2009 pelo engenheiro florestal José Vespasiano Lisboa Assumpção, Mestre em ciências florestais e ambientais. Além da sua atribuição de responsável técnico pelo projeto, suas atividades estão voltadas na representação da ONF juntos aos órgãos públicos em todas as esferas e na interface com as instituições de ensino e pesquisa.

A ocupação na fazenda São Nicolau se dá antes da chegada dos imigrantes de várias regiões do Brasil, notadamente do Sul. Nela, índios da tribo Rikbatsa, mais conhecidos como “canoeiros”, viviam (e ainda vivem) às margens do Juruena, rio que limita a fazenda.

A paisagem atual é o resultado das ações de produtores rurais, sobretudo paranaenses, que se instalaram na região com o propósito de implantar a pecuária nos modelos de seus locais de origens.

A paisagem antropizada resultante é composta de matas secundárias, conhecidas por capoeiras, nas mais diferentes fases de recuperação; áreas de antigas pastagens onde foi implantado o reflorestamento, parcelas de pastagem testemunho. A figura abaixo apresenta os diferentes tipos de paisagens (ocupação do solo) presentes na fazenda. A coexistência de vários grãos de recuperação num espaço limitado e acessível apresenta um atrativo aos pesquisadores.

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Foto: Dr. Antonio Carlos de Freitas 

 

INFRAESTRUTURAS ATUAIS

As principais infra-estruturas técnicas da fazenda são: viveiro, instalações básicas de pecuária e sede.

Na fase de replantio em larga escala (1998-2003), um viveiro foi criado especialmente para o projeto. Nesse momento, havia uma capacidade de produção de 500.000 mudas nativas e exóticas por ano. Um viveiro menor foi mantido até hoje para as necessidades de manutenção do reflorestamento (restauração de parcelas medíocres, plantio nas áreas degradadas), com capacidade de produção de 70.000 mudas.

A infra-estrutura existente na fazenda, construída pelos donos anteriores, foi voltada para atender às necessidades da pecuária e da atividade secundária pelo controle do capim. Edificada basicamente com madeira, a estrutura conta com curral de grande porte equipado com balança e maquinário para o trato do rebanho; barracões para oficina e armazenagem de implementos, rações, e outros materiais de uso no manejo do gado.

A sede foi ampliada e, além de servir de residência, funciona o escritório da ONF Brasil. Para abrigar os trabalhadores do projeto, a fazenda conta com dois alojamentos equipados com banheiros com capacidade para até 80 pessoas. Foi edificado um salão com acomodação para 70 pessoas. Nele são realizadas as atividades de educação ambiental, cursos, palestras e estruturados os laboratórios para a realização de campanhas.

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A cantina, além de servir de refeitório, é o local de encontro das pessoas. Ali, no final do dia, em função do jantar, os trabalhadores reúnem-se para conversar, jogar sinuca, cartas, ver televisão.

A fazenda é cortada pela rodovia estadual MT 170 que liga a sede do município de Cotriguaçu a outras regiões. Esta rodovia, não pavimentada, tem sua manutenção a cargo do poder público. As demais estradas, construídas pelos proprietários anteriores e parte pela ONF Brasil, servem de acesso aos plantios e para as atividades diárias de manutenção do gado, além de servir de aceiros aos talhões. A fazenda conta também com uma pista de pouso para pequenas aeronaves, devidamente homologada pelo departamento de aviação civil.

EQUIPE

A equipe que trabalha no projeto reflete a realidade da ocupação do norte do Mato Grosso. Formada por migrantes de várias regiões do Brasil, sulistas, nordestinos e nortistas, defronta-se com a constante tarefa da convivência em unidade com respeito às diferenças de costumes, cultura, hábitos alimentares, linguajar. Enfim, vive-se a luta da construção da identidade cultural. Basicamente a equipe é formada pelo pessoal que atende aos serviços do campo e pelos administrativos.

Nos anos 1999 a 2002, época de implantação do projeto, a fazenda abrigou cerca de 100 pessoas voltadas para os trabalhos de preparo do solo, plantio, obras de construção de estradas, aceiros, pontes, manutenção de máquinas e equipamentos, cozinheiros e demais serviços de apoio, além da equipe administrativa. Havia uma movimentação intensa de trabalho. Atualmente o grupo é composto por 10 pessoas.

A rotina dos trabalhos de campo é orientada pela luz do sol. Além do seu trabalho diário, o pessoal participa freqüentemente dos trabalhos de pesquisa desenvolvidos na fazenda (levantamentos de terreno, por exemplo). A jornada semanal compreende de segunda a sexta-feira.

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Foto: Dr. Antonio Carlos de Freitas

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Fazenda São Nicolau, Cotriguaçu - MT