O projeto Poço de Carbono nasceu em 1998 na parceria entre a empresa Peugeot e a estatal francesa ONF (Escritório Nacional das Florestas). Consciente da crescente responsabilidade humana acerca do aquecimento global, a Peugeot e a ONF decidiram lançar um projeto de mecenato ambiental, em uma experiência-piloto, protótipo vivo na luta contra o efeito estufa através de plantios florestais. A Peugeot então decidiu empreender uma vasta ação de mecenato científico e ecológico, financiando integralmente por um projeto inovador de reflorestamento destinado a seqüestrar carbono, com duração de 40 anos, na Amazônia, e de realizá-lo com a ajuda do Office National des Forêts. Era outono de 1998, pouco após a assinatura do Protocolo de Kyoto.

Peugeot e o Grupo PSA tinham acabado de apresentar um motor dotado de uma tecnologia altamente inovadora: o motor Diesel Common Rail Hdi, que se propunha a reduzir em 20% o consumo e as emissões de CO2 e em 50 % as emissões de poluentes regulamentados na fonte. Ele se tornou rapidamente o motor a diesel de tecnologia avançada mais produzido e comercializado no mundo, e prometia, para dali a um ano, o filtro de partículas. Essa promessa foi cumprida no ano seguinte, com a apresentação da tecnologia FAPtm em estréia mundial. Peugeot e o Grupo PSA afirmaram assim sua vontade de se posicionar como líderes em matéria de veículos com baixas emissões de CO2.

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A Office National des Forêts (Escritório Nacional das Florestas), que administra mais de 11 milhões de hectares de florestas públicas na França continental e nos Territórios Ultramarinos, militava há muitos anos em favor de um maior reconhecimento do papel e da contribuição das florestas na luta contra o aquecimento global, baseando essa convicção em seu conhecimento dos ecossistemas florestais, enriquecido pelas parcerias que concluiu. Desse encontro fecundo entre um industrial do setor automobilístico, consciente de suas responsabilidades ambientais e um dos mais importantes organismos de gestão de florestas públicas no mundo, nasceu esse projeto e a aventura humana que se sucedeu. O projeto consistia em reflorestar uma área desmatada de 2.000 hectares na Floresta Amazônica Mato-grossense, usando espécies nativas para iniciar a reconstituição duma cobertura florestal natural.

O conceito de “Poço de carbono” assume que áreas em reflorestamento podem ser definidas como “um reservatório de carbono que, durante o seu crescimento, absorve globalmente uma quantidade de carbono maior do que rejeita”, assim contribuindo a diminuição da concentração de gases. Dez anos depois, o projeto do Poço de Carbono Peugeot – ONF na Amazônia é um sucesso, com mais de 2 milhões de árvores de 50 essências locais plantadas, acompanhado por um programa científico pluridisciplinar de alto nível, que agrega, na Fazenda São Nicolau, local de implantação do projeto, os esforços das equipes brasileiras e francesas. O “Poço de carbono” em crescimento tem seqüestrado até agora uma média de 8 toneladas de CO2 por hectare/ano e o ritmo de absorção ainda deve aumentar nos próximos anos.

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