21

mar

2016

Projetos associam pesquisas científicas à transformação da realidade

Por forest

A ONF Brasil reúne a academia, a sociedade civil, o governo e o setor privado para debater ações de mitigação das mudanças climáticas

 

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Mesa de abertura da reunião anual do Comitê Científico e Técnico (Foto: Juliana Mendes/ Forest Comunicação)

 

Acordo de cooperação técnica visando o reflorestamento, a gestão florestal, o sequestro de carbono e a integração social na Fazenda São Nicolau em Cortiguaçu (MT) foi assinado por representantes da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso, da Peugeot, da ONF International – escritório de consultoria sobre gestão sustentável e combate ao efeito estufa – e de sua subsidiária no país, a ONF Brasil. A parceria ocorria informalmente desde 1998, quando a fazenda de 10.134 hectares foi adquirida e se tornou um laboratório a céu aberto para pesquisas e projetos de biodiversidade e de mitigação das mudanças climáticas.

 

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Acordo de cooperação técnica entre a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso, a Peugeot, a ONF International e a ONF Brasil (Foto: Juliana Mendes/ Forest Comunicação)

 

A oficialização da colaboração, no entanto, ocorreu durante a reunião anual dos projetos Projeto de Carbono Florestal Peugeot-ONF e PETRA, geridos pela ONF Brasil. Na ocasião, foi divulgada também a aprovação no dia 7 de março do Plano de Manejo da Reserva Particular do Patrimônio Natural Peugeot-ONF Brasil, área de 1.781 hectares instituída como unidade de conservação em 2010.

 

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A coordenadora científica do projeto PETRA, Luciana Rebellato, elaborou o plano de manejo da RPPN Peugeot-ONF Brasil (Foto: Juliana Mendes/ Forest Comunicação)

 

O objeto do referido acordo são os projetos Poço de Carbono Florestal Peugeot-ONF – PPCFPO e Plataforma Experimental para a Gestão dos Territórios Rurais da Amazônia Legal – PETRA. A intenção é auxiliar no aspecto operacional das iniciativas, contribuir com a rede de pesquisadores de manejo florestal e apontar os desafios para a implementação da Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal – REED+ no estado do Mato Grosso.

O PPCFPO, com quase 20 anos de existência, teve sua origem associada ao Protocolo de Kyoto e ao decorrente compromisso global de combate às mudanças climáticas. Segundo o coordenador do projeto, Roberto Silveira, o PPCFPO surgiu da união de duas empresas, a Peugeot e a ONF International, e a pretensão inicial era testar o conceito de poço de carbono no noroeste do estado, em território da floresta amazônica.

 

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O coordenador do PPCFPO, Roberto Silveira, apresenta as origens da iniciativa (Foto: Juliana Mendes/ Forest Comunicação)

 

“Ouse saber” foi o convite feito pelo Diretor de Comunicação da Peugeot, Marc Bocqué. O representante da empresa automobilística indicou a urgência de conhecimento aliado à urgência para a ação, demonstrada pela comunidade internacional a partir da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – COP 21 em Paris. Bocqué sabe que é um longo caminho para aplicar as mudanças, porém acredita no encontro de homens de boa vontade para se construir um futuro melhor para o meio ambiente.

O projeto PETRA, lançado em 2012, visa agregar conhecimento científico às comunidades locais, expandindo as ações para além da Fazenda São Nicolau. De acordo com o coordenador executivo, Leonardo Ramos, a plataforma pretende estabelecer sistemas de produção econômica ecologicamente eficientes, fortalecer as capacidades dos agentes socioeconômicos e do poder público, gerar estudos e pesquisas para responder às necessidades locais e apresentar conhecimento acessível aos beneficiados.

 

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O coordenador executivo do PETRA, Leonardo Ramos, explica a proposta do projeto (Foto: Juliana Mendes/ Forest Comunicação)

 

Os resultados das iniciativas foram apresentados no dia 16 de março em Sinop (MT) durante a 16ª reunião do Comitê Científico e Técnico e Comitê de Pilotagem do PPCFPO e a 4ª reunião do Comitê de Pilotagem do Projeto PETRA. O encontro foi um momento de diálogo e de compartilhamento de conhecimento. A coordenadora da ONF Brasil, Cleide Arruda, afirmou que sem as parcerias não seria possível desenvolver as ações.

Parceiros também tiveram a oportunidade de apresentar atividades que podem servir de inspiração para os envolvidos no trabalho na Fazenda São Nicolau. Por exemplo, há o projeto Arboretum do Serviço Florestal Brasileiro para restaurar áreas da Mata Atlântica e também a atuação do Instituto Centro de Vida – ICV com reflorestamento, boas práticas de pecuária e manejo florestal na região noroeste do Mato Grosso.

Durante o evento, especialistas da área – membros do Comitê Científico e Técnico – avaliaram as ações e identificaram recomendações para a melhoria dos projetos. João Ferraz, membro do comitê, apresentou as orientações. Identificou-se a necessidade de atualização do plano diretor do projeto, enfrentando o desafio de definir prioridades para a pesquisa em face à riqueza de temas e propostas. A memória dos projetos da Fazenda Nicolau também deve ser organizada com a construção de um banco de dados biológicos que permita o acréscimo contínuo de novos registros. A renovação das parcerias, a divulgação dos métodos de pesquisa e a retomada das reuniões técnicas intermediárias ao longo do ano estiveram entre as recomendações.

Outro membro do Comitê Científico e Técnico, Paulo Buckup, relatou sua experiência pessoal na Fazenda São Nicolau. Para o pesquisador, mais do que aspectos técnicos de manutenção das florestas, a concepção dos projetos contribui para a construção de uma sociedade melhor.

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