06

jul

2016

A percepção ambiental de alunos de Cotriguaçu e Juruena (MT) foi avaliada por pesquisadores na Fazenda São Nicolau

Por forest
Desenho feito por participante do programa de Educação Ambiental para representar o reflorestamento (Imagem: acervo dos pesquisadores da UFMT)

Desenho feito por participante do programa de Educação Ambiental para representar o reflorestamento (Imagem: acervo dos pesquisadores da UFMT)

 

“Eu entendi que nós devemos preservar a natureza porque, se nós a protegermos, ela também vai nos proteger do aquecimento global”. A frase foi registrada em 2006 durante o Programa de Educação Ambiental na Fazenda São Nicolau em Cotriguaçu (MT). Na data, 397 pessoas participaram das atividades, entre alunos, acompanhantes e professores da rede de ensino dos municípios de Cotriguaçu e Juruena.

O programa existe desde 2002 para promover a interação social com a comunidade local, ampliando a partilha do conhecimento científico. Em 2006, um grupo interdisciplinar de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso – composto por Samuel Borges de Oliveira Júnior, Ronaldo Eustáquio Feitoza Senra e Paulo Soares – aplicaram metodologia para avaliar a percepção ambiental dos participantes das ações de Educação Ambiental. O objetivo era verificar se o programa foi bem-sucedido em estabelecer uma relação em longo prazo, em vez de atividades pontuais.

A metodologia compreendeu trilhas interpretativas, produção de textos, confecção de desenhos, teatro e gincana. No processo, os pesquisadores identificaram a criatividade dos participantes ao adequarem os conceitos aprendidos, se tornando sujeitos da aprendizagem. O artigo sobre a iniciativa foi publicado na Revista eletrônica do mestrado de Educação Ambiental da Fundação Universidade Federal do Rio Grande.

Para além das crianças, outros atores locais também expressam as transformações sentidas a partir das ações desenvolvidas na Fazenda São Nicolau. A revista “Terre Sauvage” (Terra selvagem) divulgou uma reportagem sobre o projeto Poço de Carbono Florestal Peugeot-ONF em 2008. A publicação celebrou os resultados científicos e também os impactos sociais. De acordo com a secretária de educação e cultura da época, a presença deste tipo de projeto no município é um privilégio.

Segundo o trabalhador Roberto Eduardo Stofel, sua visão sobre a floresta mudou a partir do contato com a São Nicolau. “Eu aprendi a cuidar, a trabalhar sem prejudicá-la. Como lenhador, eu cortei muitas árvores. Agora, antes de derrubar outras, eu me questiono. E sinto muito dó em fazê-lo. Sei que não é muita coisa, somente um farfalhar de folhas no meio da Amazônia. Mas é melhor do que nada.”

 

 

Referências bibliográficas:

Junior, S. B. O, Senra, R. E .F, Soares P. (2007) Educação Ambiental: alternativa de aprendizagem num Projeto de reflorestamento. Rev. eletrônica Mestr. Educ. Ambient. ISSN 1517-1256, v.19

Voyage au centre d’un puits de carbone. In: Terre Sauvage. Set., 2008.

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