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ago

2017

Estudante belga se encanta com a oportunidade de estagiar no coração da Amazônia e participa de pesquisa sobre o reflorestamento com espécies nativas na Fazenda São Nicolau

Por forest
Clément, ao lado do Dr. João Ferraz, caminha pela Fazenda São Nicolau, em território amazônico (Foto: Roberto Silveira)

Clément, ao lado do Dr. João Ferraz, caminha pela Fazenda São Nicolau, em território amazônico (Foto: Roberto Silveira)

 

Clément Bocqué, estudante de mestrado da Universidade Livre de Bruxelas (ULB), chegou em Cotriguaçu (MT) em 17 de julho para acompanhar o Projeto Poço de Carbono Florestal Peugeot-ONF (PPCFPO) na Fazenda São Nicolau. O mestrando em Ciências Agronômicas se surpreendeu com a biodiversidade brasileira. “Muito do que estou vendo é novo e de tirar o fôlego”, diz. Ele conta que já sabia sobre o trabalho realizado na Fazenda e viu no estágio a oportunidade de conhecer de perto as atividades do Poço de Carbono. Esse programa de estágio obrigatório tem por objetivo proporcionar o contato do estudante com o trabalho realizado por empresas fora do meio universitário.

No Brasil, Clément é supervisionado pelos professores Dr. Roberto Silveira (Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT), coordenador científico do PPCFPO, e Dr. João Ferraz (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA), presidente do Comitê Científico e Técnico do PPCFPO. O estagiário é responsável por verificar o crescimento de quatro espécies de árvores nativas nas áreas de reflorestamento do Projeto. A análise do desempenho dessas espécies deve considerar como possíveis fatores determinantes os tipos de tratamentos silviculturais, a composição de espécies plantadas em reflorestamentos mistos e as características do solo.

O mestrando celebra a oportunidade de entender melhor as pesquisas desenvolvidas na Fazenda São Nicolau e a dimensão do PPCFPO, que realiza trabalhos relevantes para seu campo de estudo. Durante o trabalho de campo, Clément deve se familiarizar com o método de coleta de solos, examinar os plantios e aprender a identificar algumas espécies plantadas. O estudante conta que as espécies de árvores, as plantas e o solo da região são muito diferentes em comparação com a Europa. “Enfim me dou conta da dimensão do Projeto e da quantidade de pesquisas feitas. Estou impressionado com a beleza do país, da natureza e da biodiversidade, especialmente para uma pessoa de Bruxelas, muito do que estou vendo é novo e de tirar o fôlego”, exemplifica. Todo o trabalho de campo – abrangendo 15 dias iniciais em Cuiabá, 2 meses e 10 dias na Fazenda São Nicolau e 3 semanas novamente na capital mato-grossense – tem final previsto para 3 de novembro.

Clément e o Dr. João Ferraz durante o trabalho de campo na São Nicolau (Foto: Acervo ONF Brasil)

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Fazenda São Nicolau, Cotriguaçu - MT