28

nov

2018

A ONF Brasil organiza em parceria com a SEMA-MT diálogos para promover a educação ambiental na construção de sociedades sustentáveis

Por forest
Participantes conheceram o biofiltro da água, também conhecido como círculo de bananeira, da cozinha da Fazenda (Foto: Saulo Thomas/ONF Brasil)

Participantes conheceram o biofiltro da água, também conhecido como círculo de bananeira, da cozinha da Fazenda (Foto: Saulo Thomas/ONF Brasil)

 

Entre os dias 26 e 28 de setembro na Fazenda São Nicolau, 23 participantes se reuniram para o primeiro módulo do curso de formação para multiplicadores em educação ambiental da SEMA-MT. O evento “Meio Ambiente e Educação Ambiental – Um Diálogo Inicial”, promovido pela ONF Brasil e ministrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT), pretende preparar os envolvidos para dar o menor e o melhor passo rumo a ações positivas para o meio ambiente. As palestras se iniciam com uma contextualização sobre os desafios ambientais atuais e a ecologia humana.

O conteúdo do curso compreendeu os instrumentos de gestão ambiental da SEMA-MT, uma apresentação do sistema de Unidades de Conservação e o histórico das atividades realizadas na Fazenda São Nicolau e sua RPPN Peugeot-ONF Brasil. O grupo teve a oportunidade de visitar a roça agroflorestal de produção de verduras e legumes, o biofiltro para o tratamento das águas cinzas e a composteira dos resíduos orgânicos oriundos do refeitório. O objetivo do curso é mostrar a relação indissolúvel das diferentes dimensões do sistema no qual vivemos: ambiental, social, econômica e cultural. A formação serve como um estímulo para a apropriação de conceitos, procedimentos e valores para a construção de sociedades sustentáveis.

Houve diversas atividades interativas entre as palestras realizadas no auditório da Fazenda, como o momento de intercâmbio cultural com a presença do cacique e presidente da Associação Indígena dos Rikbaktsa, Roseno Zokoba. Ele despertou a curiosidade dos outros participantes compartilhando alguns costumes de sua aldeia e respondendo às perguntas do grupo.

Uma etapa relevante da formação é a elaboração dos Projetos de Enfrentamento de Problemas Ambientais (PEPA). A metodologia começou pelo muro das lamentações, quando foram levantados os problemas locais em relação ao meio ambiente, conforme são percebidos pelos participantes. Posteriormente foi construída a árvore dos sonhos para os participantes compartilharem seus desejos para a região.

Em seguida, divididos em Grupos de Trabalho (GT), os participantes idealizaram os projetos. Cada GT escolheu um tema e respondeu perguntas norteadoras: Para quê? Por quê? Quem? Quando? E como? As propostas apresentadas abordaram a recuperação de APPs (Áreas de Preservação Permanente), a valorização da cultura indígena, a arborização do espaço escolar como ferramenta de disseminação da educação ambiental, a conquista de áreas de coleta de castanha e o uso de canecas para diminuir a utilização de copos descartáveis em locais de serviço público.

Ao total, estão previstos três módulos para o evento “Meio Ambiente e Educação Ambiental – Um Diálogo Inicial”. O segundo momento está reservado para a realização dos PEPAs durante o mês de outubro. Os resultados dos projetos serão apresentados no terceiro módulo, programado para novembro na São Nicolau.

Os participantes do curso foram pessoas diretamente interessadas pelo tema ambiental na região. Estiveram presentes representantes da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Cotriguaçu, do Pacto das Águas, da Terra Indígena do Escondido, do Prev-Fogo (Brigada de Prevenção de Queimadas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama), além de pesquisadores, agricultores, extrativistas, funcionários da Fazenda, estudantes da Escola Rural do Projeto de Assentamento Juruena, professores e a equipe de formadores da Sema.

Castanheira plantada na São Nicolau recebeu o nome de Franciscana (Foto: Estelle Dugachard/ONF Brasil)

Castanheira plantada na São Nicolau recebeu o nome de Franciscana (Foto: Estelle Dugachard/ONF Brasil)

Ao final do módulo foi plantada uma castanheira na entrada da roça agroflorestal da Fazenda, batizada de Franciscana em homenagem ao Francisco de Assis, viveirista da Fazenda São Nicolau, e à professora Francisca Luiza. Francisco, também conhecido como Kim, já foi coletor de castanha e hoje planta e cuida das mudas de castanheira com consciência da importância dessa árvore para a floresta e para as pessoas que dela vivem. Por sua vez, a professora Francisca foi uma das participantes do curso. Ela se disponibilizou prontamente a plantar a muda e compôs um lindo poema de encerramento reconhecendo o papel das cozinheiras e dos auxiliares de limpeza que contribuíram para o bem-estar do grupo durante os 3 dias de curso.

A ONF Brasil faz um grande agradecimento à equipe da Superintendência de Educação Ambiental da SEMA-MT, Lucia Shigueme Izawa Kawahara, Maria Dulce de Resende Oliveira, Jurandi Benedito de Arruda e Josué de Deus Gusmão, que fizeram a longa viagem de Cuiabá até a Fazenda para disseminar seu amor ao meio ambiente e às pessoas que nele vivem. Essa foi a primeira vez do grupo em um bioma amazônico. Foi certamente um primeiro passo importante para ajudar a multiplicar e potencializar as ações de sensibilização e educação ambiental já existentes na região. O objetivo final é atingir o máximo de pessoas possível e, em novembro, acolher novamente os participantes que devem apresentar alguns frutos dos projetos no terceiro módulo do curso.

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