01

abr

2019

Parcelas permanentes são instaladas na floresta nativa da Fazenda São Nicolau

Por forest
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Equipe da ONF Brasil e parceiros planejam e instalam as parcelas permanentes (Foto: ONF Brasil)

 

Entre outubro de 2018 e fevereiro de 2019, doze parcelas permanentes de monitoramento da floresta foram instaladas e inventariadas na Fazenda São Nicolau. Elas foram idealizadas durante estudo realizado pelo projeto PETRA e permitirão medir os impactos do manejo florestal sustentável, considerando a regeneração de espécies vegetais, o comportamento da flora local e o retorno do crescimento florestal.

Segundo o engenheiro florestal Alan Bernardes, para garantir a representatividade da amostragem, foram instaladas seis parcelas de 1 hectare cada na área da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) — onde não há nenhum tipo de exploração ou extração — e outras seis na área de manejo florestal — na região da primeira Unidade de Produção Anual (UPA 1) do Plano de Manejo Florestal Sustentável. As parcelas foram planejadas a partir da parceria entre a equipe da ONF Brasil, o Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representado pelo professor Dr. Samuel Carvalho, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Amazônia Oriental, por meio do pesquisador Dr. Lucas Mazzei e do técnico Jair de Costas Freitas, e o Centro de cooperação internacional em pesquisa agronômica para o desenvolvimento (CIRAD), por intermédio dos pesquisadores Dr Plinio Sist e Lilian Blanc.

Para a escolha da localização das parcelas, foi usada uma malha aplicada em cada mapa das zonas: RPPN e UPA. As áreas localizadas dentro das APPs, que protegem os cursos d´água e onde não haverá exploração, e das estradas previstas no plano de manejo da UPA foram excluídas da malha. A localização da primeira parcela em cada uma das zonas foi definida aleatoriamente através de sorteio. A ordem das demais parcelas foi estabelecida em sequência de forma sistemática.

Em outubro, a Fazenda recebeu a vista do Prof. Samuel e, em fevereiro, a do Lucas e do Jair da Embrapa Amazônia Oriental, quando ambos puderam compartilhar suas experiências e ajudar no inventário inicial para garantir os bons procedimentos e a qualidade da coleta dos dados. Com o apoio do engenheiro Saulo e estudantes da UFMT, a equipe multidisciplinar realizou o levantamento da vegetação nas 12 parcelas seguindo protocolo elaborado e aprovado por todas as instituições científicas envolvidas na atividade. Depois da exploração da UPA 1 e a cada três anos, haverá nova coleta de dados em todas parcelas para acompanhar o comportamento da vegetação.

 

As primeiras medições foram realizadas e serão repetidas após a exploração florestal (Foto: ONF Brasil)

As primeiras medições foram realizadas e serão repetidas após a exploração florestal (Foto: ONF Brasil)

 

O monitoramento por inventários sistemáticos em parcelas permanentes é uma ferramenta que permite o monitoramento das características da floresta antes e após o manejo. A ação está prevista na legislação de Mato Grosso, com amostragem e protocolo próprio para acompanhar o impacto dos planos de manejo florestais sustentáveis aprovados. Na São Nicolau, a atividade se conecta a objetivos científicos mais amplos, o que determinou o uso de uma metodologia mais abrangente, o tamanho escolhido para as parcelas e subparcelas, como também o protocolo de inventário.

A ONF Brasil deseja fornecer dados para as Redes de Parcelas Internacionais (TmFO e Redeflor), que monitoram dados de florestas tropicais no mundo inteiro. A partir desse compartilhamento, é possível desenvolver análises complexas sobre estudos de dinâmica de vegetação, produção florestal, importância da floresta em diversos contextos e seu papel no controle das mudanças climáticas.

No momento, os dados levantados estão em fase de sistematização e processamento para serem analisados. Futuramente, parte dos dados serão também utilizados na dissertação de mestrado do Alan, orientado pelo Professor Samuel no programa de Mestrado em Ciências Ambientais e Florestais da UFMT, campus Cuiabá. A expectativa é que a compreensão do comportamento das espécies após a exploração florestal possa produzir informações importantes para a conservação da floresta e suas potencialidades.

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