26

set

2018

Durante o VII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais, a Fazenda São Nicolau foi reconhecida como um oásis de biodiversidade e transferência de tecnologia para a sustentabilidade

Por forest
O simpósio reuniu 13 palestras, 14 minicursos e 298 trabalhos científicos (Foto: SIMANCA)

O simpósio reuniu 13 palestras, 14 minicursos e 298 trabalhos científicos (Foto: SIMANCA)

 

Durante a palestra “Políticas públicas para o desenvolvimento sustentável para Amazônia Mato-grossense”, o ex-Secretário de Agricultura familiar de Mato Grosso, Suelme Evangelista Fernandes, elogiou o trabalho desenvolvido na Fazenda São Nicolau. A propriedade, apesar de se encontrar no Arco do Desmatamento, tem explorado o potencial de formação de extrativistas e agricultores para a adoção de práticas sustentáveis. Segundo Suelme, a equipe da Fazenda enfrenta o desafio da transferência tecnológica para o entorno, caracterizando a São Nicolau como um oásis no meio do deserto.

O objetivo do VII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais – SIMANCA é estimular a produção científica sobre a região, pouco explorada. O evento recebe pesquisadores renomados que compartilham os resultados de seus estudos com informações relevantes sobre temáticas locais e regionais. Em anos anteriores, foram discutidos temas como o aquecimento global e o zoneamento ecológico, econômico e social de Mato Grosso. Na atual edição, realizada de 30 de agosto a 2 de setembro no Centro de Eventos “Dante Martins de Oliveira” em Sinop (MT), o mote do simpósio foi a Amazônia de Transição: Origem, desenvolvimento e perspectivas futuras. Ao total foram apresentadas 13 palestras, 14 minicursos e 298 trabalhos científicos, contando com 425 participantes de mais de 35 instituições de Mato Grosso, Pará, Rondônia e de 3 países.

O Coordenador Científico do projeto Poço de Carbono Florestal Peugeot-ONF (PPCFPO), Dr. Roberto Silveira, foi responsável pela palestra “Fazenda São Nicolau: Um experimento para soluções de desenvolvimento sustentáveis no noroeste de Mato Grosso”. Nessa oportunidade, Silveira explicou o funcionamento dos projetos desenvolvidos na propriedade e a estrutura organizacional da ONF estatal, ONF International e ONF Brasil. O coordenador relembrou o histórico da parceria com a Peugeot, a inovação do PPCFPO e os resultados gerados a partir de pesquisas científicas, a identificação de novas espécies e a produção de livros e artigos.

Houve também a apresentação do projeto PETRA (Plataforma Experimental para gestão dos Territórios Rurais da Amazônia Legal), seus resultados, as alternativas socioeconômicas analisadas e sua relação com as políticas públicas ambientais do Estado, como a estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI) e as políticas de REDD++ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal). Silveira apresentou o desenvolvimento de modelos de Sistemas Agroflorestais (SAF) e da recuperação de passivos ambientais em Áreas de Proteção Permanente Degradadas (APPDs) na Fazenda.

Ao final da palestra, a curadora do HERBAM (herbário da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT), Dra. Célia Lopes, se mostrou interessada em visitar a Fazenda e colaborar com um inventário florístico da floresta nativa e o tombamento de exsicatas no HERBAM. O Dr. Ben Hur Marimom, também professor da UNEMAT, se mostrou interessado em colaborar com o PPCFPO assim como a doutoranda Angele Oliveira da Universidade Federal de Goiás. A pesquisadora já frequentou a Fazenda São Nicolau para coletas de informações sobre mamíferos para a sua dissertação de mestrado. Outros pesquisadores que ainda não conheciam a Fazenda entraram em contato com a equipe da ONF Brasil, interessados em realizar parcerias para estudos sobre biodiversidade e carbono.

Nas palavras de Silveira, “o IV SIMANCA foi conduzido com muita seriedade e organização, valorizando o público com apresentações pertinentes, sendo algumas delas feitas por palestrantes ilustres. As questões ambientais e socioeconômicas que envolvem a Amazônia do Norte de Mato Grosso foram debatidas com equilíbrio, considerando as particularidades da região. Esse é um simpósio importante e que tem ganhado um porte grande, apesar de ser um evento regional. Pelo número de inscritos, o IV SIMANCA rivaliza com vários eventos científicos nacionais”.

Os pesquisadores que atuam na São Nicolau participam do simpósio desde 2010 e apresentaram mais de 40 trabalhos nesses anos. Na edição de 2018, os destaques da programação foram a palestra, na abertura, do Dr. Philip Fearnside (prêmio Nobel da Paz em 2007) sobre os impactos dos grandes empreendimentos hidrelétricos na região e a palestra do Dr. Ben Hur Marimon sobre mudanças climáticas e o futuro da Amazônia.

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